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De Samira, @deusascirandadas 

Eu, poesia que começa no mar...

Molhada e refrescante

Que segue pra areia quentinha

Textura penetrante

Calor, segurança de mãe

Respiração, membrana pulsante

Poesia que cresce

Floresta, Floresce..

Pedras e gravetos

Surpresas e sonetos

Sou um deserto

Guardo um oásis!

Descubro que ao subir em pedras, ganho asas

Alço vôo

Sinto ar, viro

Uno In Verso

Tudo tão grande...

Chegam as nuvens

Poema de algodão

Em flor, ou doce

Como a textura que sou

Sou feita de sabor

Em cada gosto, uma dose de amor.

 

Poema feito a partir da experiência com o tapete sensorial no Território Poético com @ana.rodcostaE @fannyglem_Em agosto , elas estarão conduzindo mais uma edição.

 " O território poético foi uma experiência de encontro comigo mesmo, com o meu tempo interno, com a minha criança interior, a minha mulher selvagem, a minha velha sábia, a minha natureza. Pude olhar para os meus pés, minha forma de me plantar no mundo, de sentir prazer, de me comunicar com os meus trajetos e os terrenos que escolho pisar. Foi maravilhoso sentir em grupo, chorar em grupo, criar em grupo e curar em grupo. Construir com mulheres maravilhosas laços de pertencimento e acolhimento. A casa, as flores, os passarinhos, o sol, a brisa, a comida, os cheiros, a terra, tudo foi um convite amoroso para se permitir. Muito obrigada" LOUISE G.

Mary- Território Poético Azul, 2024

 

Foi um tempo precioso de pausa, presença e reencontro consigo mesma. Entre nós, mulheres, aconteceu algo que vai além de um simples encontro. Longe das exigências do cotidiano, tivemos a oportunidade de estar inteiramente disponíveis para nos ouvir, sentir e acolher, permitindo que cada instante fosse vivido com plenitude.
Na Chapada Diamantina, a natureza nos envolveu com sua beleza generosa. As cores vibrantes das montanhas e dos vales, os aromas que percorriam os caminhos, os sabores que celebravam a cultura local e a imensidão das paisagens despertaram nossos sentidos e nos convidaram a contemplar a vida com mais delicadeza. Cada detalhe parecia nos lembrar da importância de desacelerar para enxergar a beleza que tantas vezes passa despercebida.
Entre nós, os abraços foram abrigo, as conversas foram pontes e os silêncios também encontraram espaço para falar. As vivências afetivas compartilhadas fortaleceram vínculos, despertaram memórias e semearam novos significados para a existência. Houve acolhimento, escuta e a certeza de que caminhar juntas torna a jornada mais leve, mais bonita e mais potente.
A cada trilha, a cada paisagem contemplada, a cada encontro vivido, fomos convidadas a perceber que a poesia habita os gestos simples, a presença inteira e a capacidade de nos conectarmos profundamente com a vida. Entre nós, a Chapada se tornou mais do que um lugar: transformou-se em território de afetos, descobertas e pertencimento, onde a existência pôde ser celebrada em sua forma mais autêntica e poética.

 

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